Cinema Grindhouse: 250 Clássicos Revisitados



O termo Grindhouse refere-se às salas de cinema underground norte-americanas que teve seu auge nos anos de 1960 ao final de 1980, constituindo uma parcela importante na história contracultural dos EUA popularizando o cinema independente mundial. Alguns desses cinemas passavam filmes durante 24 horas por dia, onde se assistia dois filmes na compra de um ingresso. Essas salas de cinema ficaram extremamente populares na década de 1970, devido aos movimentos sociais e descontentamentos políticos que abalaram todas os pilares que constituíam as estruturas conservadoras convencionais.








Essas salas passavam exclusivamente filmes ''Exploitation'' de vários países, filmes que fugiam dos padrões pré-estabelecidos constituindo uma nova e libertária forma de se fazer cinema. Eles eram originais, únicos, corajosos e anárquicos e eram feitos de forma independente sem a ajuda dos grandes estúdios. Com orçamentos limitados seus idealizadores eram movidos pela arte entrando em verdadeiras odisseias homéricas para terminar uma obra. Eram filmes basicamente do gênero de terror, ação, ficção-científica, faroeste e fantasia que buscavam a exploração de assuntos considerados tabus por culturas e sociedades.


 Várias foram as obras-primas criadas e a polêmica em torno disso eram enormes, durante o governo republicano que afundou grande parcela da sociedade dos EUA numa onda de chauvinismo e conservadorismo totalitário, vários foram os políticos e eclesiásticos famosos que tentaram fechar esses cinemas temendo uma decadência social ocasionada pela a liberdade individual, alguns até conseguiram e em meados dos anos 1990 era quase impossível achar estes cinemas nos EUA.



Hoje em dia nos EUA estes cinemas undergrounds voltaram como um empreendimento nostálgico que celebra a era de ouro das grindhouses e todos os filmes de exploração que os compunham. Vários foram os cineastas contemporâneos influenciados por esses filmes como Quentin Tarantino, Robert Rodriguez, Tim Burton, Edgar Wright, Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Takashi Miike e etc. A lista de cineastas que são filhos desse movimento contracultural cinematográfico é interminável.




 

Os filmes serão analisados periodicamente por isso fique ligado no site para acompanhar todas elas.


''PARA SUA INFORMAÇÃO OS SEGUINTES FILMES SÃO... PROIBIDOS PARA MENORES DE 18 ANOS.''







Análise dos 250 Filmes por Ordem Cronológica:







  1. O Monstro da Morgue Sinistra (John Gilling, 1960)



  2. O Homem dos Olhos de Raio-X (Roger Corman, 1963)



  3. The Swimmer (EUA, 1968)



  4. A Noite dos Mortos Vivos (EUA, 1968)



  5. Os Cinco de Chicago (EUA, 1970)



  6. Investigação Sobre um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita (Itália, 1970)



  7. Banho de Sangue (Itália, 1971)



  8. Lobo Solitário: A Espada da Vingança (Kenji Misumi, 1972)



  9. Lady Snowblood (Toshiya Fujita, 1973)



  10. Battles Without Honor and Humanity (Japão, 1973)



  11. O Massacre da Serra Elétrica (Tobe Hooper, 1974)



  12. Death Race 2000 (Paul Bartel, 1975)



  13. Foi Deus Quem Mandou (EUA, 1976)



  14. Prelúdio Para Matar (Dario Argento, 1975)



  15. A Sentinela dos Malditos (Michael Winner, 1977)



  16. Rolling Thunder (EUA, 1977)



  17. Mad Max (Austrália, 1979)



  18. The Wicker Man (Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, 1973)



  19. Dia dos Namorados Macabro (EUA, 1981)



  20. O Gato Preto (Itália, 1981)



  21. Vigilante (William Lustig, 1983)



  22. Duel to the Death (Japão, 1983)



  23. Re-Animator (Stuart Gordon, 1985)



  24. A Volta dos Mortos Vivos (EUA, 1985)



  25. Eastern Condors (Hong Kong, 1987)


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19 comentários:

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  12. […] Esta análise faz parte do projeto Cinema Grindhouse: 250 Clássicos Revisitados. […]

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  13. […] Este filme possui fortes críticas sociais e políticas, aqui vemos a fragilidade do sistema judicial estadunidense numa época antes da ”reciclagem do sistema” feita pelo o prefeito Rudolph Giuliani, que começou em 1993, antes disso, nos anos 1980, Nova York era tomada pela a corrupção e o crime organizado comandava todas as esferas de instituições públicas e privadas, a criminalidade era algo insuportável e os bairros eram tomados por gangs. Quando uma gang invade uma casa e ataca violentamente mãe e filho sem nenhuma piedade numa cena brutal e violenta, é quando o filme começa a se desenvolver, o pai desta família que estava no trabalho chega e encontra seu filho de 10 anos morto e sua mulher em estado grave. Então, ele procura as formas conservadoras e corretas de se lidar com isso, confiando na justiça e esperando que a mesma dê uma punição severa aos responsáveis, quando ele é questionado por seu amigo vigilante interpretado por Fred Williamson do porque ele não querer fazer justiça com as próprias mãos, ele responde: ”É porque não quero me igualar a esta escória.” Assim, ele tem a inesperada resposta do júri e do juiz para a pena das pessoas que afligiram sua família, numa cena muito bem feita onde o diretor William Lustig mostra todo o circo que era uma audiência pública de um julgamento num tribunal em Nova York. Eddie (Robert Forster) sente na pele as fraquezas e os impropérios desse sistema que ele tanto confiava e defendia. Então, depois de uma longa estadia na cadeia, Eddie se junta aos vigilantes, e começa uma obsessiva e brutal perseguição aos bandidos que acabaram com sua família e ele irá passar por cima de qualquer um para atingir o seu objetivo.   Este filme é para aqueles que gostam de muita ação mesclada com críticas sociais. A ambientação urbana é uma dos fascínios deste filme, ver Nova York em todo sua imponência não só monumental mas também sombria e real é muito familiar de ser ver, principalmente para as pessoas que residem nas grandes cidades e sabem questioná-las e apreciá-las sem maquiagens. Esta análise faz parte do projeto Cinema Grindhouse: 250 Clássicos Revisitados. […]

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  14. […] Esta análise faz parte do projeto Cinema Grindhouse: 250 Clássicos Revisitados. […]

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