Apesar do filme ser bastante gore com cenas de revirar o estômago, Stuart Gordon quis poupar o público da obra original de H.P. Lovecraft, que é muito mais obscura, complexa e polêmica com direto a bebês zumbis e outras aberrações, por isso o filme é vagamente baseado na obra do excêntrico escritor norte-americano. Os efeitos práticos são fabulosos que mesmo com poucos recursos a equipe de efeitos especiais conseguiu criar algo marcante e tenebroso, com cenas de bizarrice extrema e pérfida e lógico que sem o auxílio de computação gráfica, apenas efeitos feitos com muito sangue falso, maquiagem e truques de edição.
Na estória de Re-Animator a maioria das cenas de reanimação dos cadáveres são feitas no necrotério do hospital onde as personagens principais estudam e trabalham, este ambiente hospitalar dá um clima aterrorizante ao filme, a ideia de se ver um cadáver se levantar com o lençol branco o tampando em cima de uma mesa de ferro onde ele espera ser necropsiado, cria uma alusão assustadora. Este é um dos filmes de horror que tem o submundo da ciência como temática mais divertido e bizarro de todos os tempos, um filme que faz uma grande homenagem às obras de horror e ficção científica feitas pelo estúdio Hammer na década de 1960 e aos filmes de Ed Wood e CIA.
A história do filme é simples e em alguns momentos bastante cômica, idiotices geniais permeiam toda a obra, como um morto vivo com a cabeça decepada que para passar pelo o segurança que vigia o necrotério coloca um manequim no lugar da cabeça afim de enganá-lo, e o que é mais extraordinário, ele consegue! O gato morto vivo que produz sons assustadores, a garota histérica vivida pela bela Barbara Crampton e várias outras pérolas ajudam a dar o rótulo de cult a esta obra-prima.
Esta análise faz parte do projeto Cinema Grindhouse: 250 Clássicos Revisitados.

[…] Re-Animator (Stuart Gordon, 1985) […]
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