Sentinela dos Malditos: Uma Porta para o Inferno

Este filme de 1977 é um clássico do horror pelo o fato de conter uma estória complexa, personagens sinistros e cenas aterrorizantes. O filme pode parecer datado para alguns devido aos efeitos práticos de baixo orçamento, mas não se enganem, este filme contém efeitos bastantes bizarros que criam uma atmosfera assustadora e artística que poderá causar uma forte sensação de angústia e incômodo.

O filme faz uma metáfora sobre os preceitos heroicos empregados pela a igreja católica para determinar a salvação da humanidade por seus pecados cometidos, e que os sacrifícios extremos, ainda continuam sendo realizados por pessoas escolhidas por Deus, através da igreja. É impossível assistir a este filme e não querer retornar para vê-lo novamente, já que o clima de mistério e suspense conduz toda a estória até ao clímax magistral de puro horror, e com isso, muitas pontas ficam soltas no sentido lógico. O filme foi homenageado na música The Sentinel da banda de heavy metal Judas Priest.

A personagem principal Alison Parker, vivida pela a atriz Cristina Raines, é uma pacata atriz de publicidade que vive um momento de procura de paz espiritual depois de que, por duas vezes, ela tenha tentado cometer suicídio. Ela busca um lugar pacífico para morar em Nova York e depois de muita busca o encontra, num prédio de poucos andares em frente a um belo lago e com moradores nada comuns.


A narrativa do filme se desenvolve de forma orgânica, sem pressa e com muitas reviravoltas desenvolvidas principalmente pelas personagens Michael Lerman, interpretado por Cris Sarandon, que é o jovem marido de Alison Parker e um advogado de caráter duvidoso, e pelos detetives Gatz, interpretado por Eli Wallach, e Rizzo interpretado por Christopher Walken (que possui apenas uma fala neste filme).

O cineasta Michael Winner conduz como a um maestro as cenas mais assustadoras e bizarras do filme, como a poderosa e fantasmagórica cena final, inspirada em filmes como Freaks e A Noite dos Mortos Vivos. 

Este clássico é uma verdadeira vitrine de atores e atrizes em início de carreira e que hoje são bastante conhecidos, como: Beverly D'Angelo, Jeff Goldblum, Richard Dreyfuss, Charles Kimbrough e Tom Berenger. O filme também traz de volta os grandes nomes do cinema em papéis menores mas não menos importantes para o desenvolver de sua narrativa, como: Ava Gardner, Arthur Kennedy, Burgess Meredith e William Hickey. 

 
Esta análise faz parte do projeto Cinema Grindhouse: 250 Clássicos Revisitados.

 
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